quarta-feira, 16 de março de 2011

Radiação na usina é ameaça letal a socorristas no Japão, dizem EUA

Níveis elevados impedem que eles cheguem perto dos reatores.
Operadora de Fukushima Daiichi tenta evitar acidente de maior proporção.

Da Reuters

A principal agência reguladora nuclear dos Estados Unidos informou ao Congresso nesta quarta-feira (16) que os níveis de radiação ao redor da usina nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, podem ameaçar de forma letal os agentes de emergência que tentam evitar um acidente nuclear de grandes proporções no local.

"Acreditamos que nos arredores do reator há altos níveis de radiação, afirmou o diretor da Comissão Reguladora Nuclear, Gregory Jaczko, durante audiência do Subcomitê de Comércio e Energia da Câmara dos Deputados.

"Seria muito difícil para os agentes de emergência chegar perto dos reatores. As doses a que eles poderiam ser submetidos seriam potencialmente letais num curto período de tempo", disse.

Foto de satélite feita nesta quarta-feira (16) pela DigitalGlobe mostra a usina de Fukushima Daiichi. Vapor pode ser visto saíndo dos reatores 2 e 3. Também podem ser vistos danos nos reatores 1 e 4 e em outros prédios. (Foto: AP)Jaczko disse que a agência reguladora tinha informações muito limitadas sobre o que estava acontecendo na usina de Fukushima, no Japão, e que não queria especular muito sobre o assunto.
Ele afirmou ainda que os Estados Unidos não serão afetados pela radiação nociva da usina japonesa e que a área de isolamento ao redor da instalação nuclear era menor do que a sugerida pela agência.
"Além dos três reatores que estavam funcionando no momento do incidente, um quarto reator representa também agora um motivo de preocupação. Esse reator não estava funcionando no momento do terremoto", declarou o presidente da NRC, Gregory Jaczko, durante uma audiência no Congresso.

"Achamos que houve uma explosão de hidrogênio no nível desse reator", explicou.

"Acreditamos que o cilindro de confinamento secundário foi destruído, que não há mais água na piscina onde ficam as varetas de combustível reciclado e que os níveis de radiação estão extremamente elevados, o que poderá comprometer as operações de segurança" realizadas no local para evitar uma catástrofe, acrescentou.
Gregory Jaczko relatou aos parlamentares americanos os últimos acontecimentos da crise japonesa depois de ter se reunido mais cedo com o presidente Barack Obama.
Ele disse que, ante uma situação semelhante, os Estados Unidos teriam estabelecido uma zona de evacuação maior do que as autoridades japonesas, que conduziram uma evacuação em um raio de 20 km, depois ampliado para 30 km.
Essa é a razão pela qual os Estados Unidos pediram a saída dos americanos que vivem a menos de 80 km da central nuclear de Fukushima.
De acordo com vários especialistas, o esvaziamento da piscina de combustível reciclado do reator 4 na central de Fukushima, já quase vazia, é um cenário catastrófico porque poderá expelir com a evaporação uma quantidade de dejeto radioativo similar à da catástrofe de Chernobyl.
Na França, o Instituto de Radioproteção e de Segurança Nuclear (IRSN), estimou que as próximas 48 horas serão cruciais para o restabelecimento do nível de água na piscina de armazenamento de combustível reciclado do reator 4 de Fukushima, com o perigo de um vazamento "muito grande" de dejetos radioativos.

Chefe da agência nuclear da ONU vai ao Japão avaliar risco à usina

Acontecimentos em Fukushima Daiichi são 'muito sérios', diz Yukiya Amano.

Houve danos no núcleo de três reatores após terremoto seguido de tsunami.

Do G1, com agências internacionais



imprimir Os novos acontecimentos na usina nuclear de Fukushima Daiichi são "muito sérios", disse nesta quarta-feira (16) o chefe da agência nuclear da ONU, Yukiya Amano.



Amano, que é um veterano diplomata japonês, anunciou que vai visitar o país nesta quinta para obter mais dados sobre a situação.



"Quero ver como podemos ajudar melhor o Japão", disse em Viena, na Áustria.



Ele afirmou que foram confirmados danos no núcleo de três reatores da usina, bastante afetada pelo terremoto de magnitude 9 seguido de tsunami que atingiu a costa japonesa no dia 11. Mas disse que ainda é cedo para dizer que a situação está "fora de controle".



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As autoridades japonesas tentam resfriar os reatores 3 e 4 para evitar um acidente maior que possa provocar um vazamento radioativo de grande escala.



O que mais preocupa é a situação de uma piscina que armazena combustível nuclear usado no complexo de reatores, segundo a agência nuclear da ONU.



"Autoridades japonesas reportaram preocupações com a condição de uma piscina de combustível nuclear usado nas unidades 3 e 4 da usina Fukushima Daiichi", disse a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em nota.



Segundo o comunicado, o ministro da Defesa do Japão anunciou que helicópteros são utilizados para jogar água sobre o reator número 3, e que as autoridades também estão se preparando para jogar água na unidade 4 a partir de posições em terra.



Com medo do desenvolvimento da crise, países recomendavam que seus cidadãos evitem viagens para as regiões afetadas.



O governo dos EUA pediu aos americanos que evitem ficar em um raio em torno de 80 km da usina. Ou, se não for possível uma retirada segura, que permaneçam fechados dentro de casas.



O Pentágono também declarou esse perímetro de segurança em torno do complexo nuclear japonês.



O governo britânico recomentou a seus cidadãos que considerem a possibilidade de deixar Tóquio e a região.



O Ministério de Relações Exteriores da Alemanha recomendou a seus cidadãos residentes na área metropolitana de Tóquio que abandonem a capital.



Em meio à retirada de estrangeiros, equipes continuavam procurando vítimas do tremor e do tsunami nas regiões costeiras afetadas.



O número oficial de mortos passa de 4.300, mas a expectativa é de que ele cresça.

O país também enfrenta uma crise de desabastecimento.

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